MWS da Tokyo Marui: versões, carregadores, gás e melhorias
A MWS da Tokyo Marui: que versão comprar, quanto custa em outubro de 2026, a potência dela face à dos campos, o gás, os carregadores e as melhorias.
Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft

Neste artigo
- O que é a MWS da Tokyo Marui
- Que potência tem uma MWS de origem e quanta o campo permite
- Que versão da MWS comprar
- Quanto custa a sério uma MWS
- Carregadores da MWS: quais comprar e como cuidar deles
- O melhor gás para a MWS conforme a temperatura
- O que melhorar na MWS e por que ordem
- As avarias típicas da MWS e como se resolvem
- Como fazer a manutenção da MWS
- A MWS em jogo e em viagem
A MWS é o M4 a gás com recuo (GBB) da Tokyo Marui, e em 2026 continuo a achar que é a melhor réplica a gás que há. Todas as versões são iguais por dentro e levam o Z System da Marui. A 18 de outubro de 2026, numa loja espanhola e com as promoções desse dia, a M4A1 custava 434,35 euros, a URG-I 610,72 e cada carregador original 68,49, embora os três estivessem esgotados. Se só lhe vais fazer uma alteração, que seja a que te deixa regular a potência.
Num teste no Japão, tirada da caixa, disparava bastante menos do que os campos espanhóis permitem, e o que te pode mesmo fazer chumbar no cronógrafo é o calor. Em 2026 fez cinco anos que tive a minha primeira MWS, no início desse ano tinha três, e em 2025 publiquei o guia completo neste vídeo de uma hora e vinte.
O que é a MWS da Tokyo Marui
A Marui pô-la à venda no Japão a 13 de novembro de 2015 como M4A1 MWS, e desde então chama-se assim a toda a família de espingardas a gás que partilham o mesmo mecanismo. É muito simples. O martelo abre a válvula do carregador, o gás empurra o bolt para trás contra a mola do buffer, metida na coronha, e é esse o coice que sentes no ombro; ao voltar para a frente, o bolt mete a bola seguinte. Em 2024 dizia que aquilo não tem ciência nenhuma. O Z System, segundo a Marui, é um mecanismo que, quando esvazias o carregador, recebe a pancada do bolt que volta para a frente em vez do retém que o segura atrás, para que esse retém não se gaste nem se parta.
Há marcas mais realistas por dentro: a VFC reproduz o martelo e o percutor da arma real, e a Marui não. Em 2024, num curso de tiro na Polónia, desmontei pela primeira vez um AR-15 a sério, e separar o upper do lower foi quase igual a fazê-lo na minha MWS. O coice da VFC mexe o bloco inteiro da réplica e o da Marui é uma chicotada seca, com um bolt muito mais rápido, mas nenhuma das duas faz o ciclo à velocidade de uma arma real, por isso, a não ser que procures marcações originais, eu escolheria pelo rendimento.
A Marui faz brinquedos num país com uma lei de armas muito apertada e, como conto no guia, por dentro leva materiais mais delicados do que outras marcas, para que não se possa converter numa arma de fogo. Por isso partem-se peças se a forçares, e por isso, com bolas de 0,25 ou mais leves, recomendo-te que quase não lhe mexas por dentro.
O sistema já não é só da Marui. A Double Eagle fabrica a Noveske N4 com exatamente o mesmo, e a Secutor Centurion, a minha terceira MWS, é idêntica por dentro; as GBB da Cyma são compatíveis, mas não iguais. Na mesma loja, a 18 de outubro de 2026, a Noveske custava 357,30 euros com a promoção desse dia e a Centurion III 448,95, e as duas estavam esgotadas. No início de 2026, um par de amigos que começaram com a Centurion tinham menos dores de cabeça do que outros que compraram a Marui, e não acredito que uma original seja mil vezes melhor. Ainda assim, uns meses depois chegavam-me cada vez mais mensagens de gente a quem a Centurion tinha saído com defeito, por isso, antes de comprares qualquer uma das duas, informa-te bem sobre esse modelo.
Que potência tem uma MWS de origem e quanta o campo permite
No teste que o site japonês Hyperdouraku publicou em novembro de 2015, uma M4A1 MWS tirada da caixa disparou a 80,87 metros por segundo em média, a 23 graus e com bola de 0,20: 0,65 joules, uns 265 fps. É pouco porque a Marui a faz para o Japão, onde se joga com gases muito mais suaves do que os de cá (na ficha, pede o gás da própria marca, HFC134a).
Dos 73 campos de Espanha que publicam o limite de espingarda de assalto na Plairsoft, 64 põem-no nos 350 fps com bola de 0,20, que são 1,14 joules, e o que menos permite fica-se pelos 330 fps, 1,01 joules (medido a 17 de setembro de 2026). Na tabela de potências da Plairsoft vês como se repartem os limites de cada tipo de réplica, o do teu campo está na respetiva ficha e, se o teu cronógrafo dá joules e o campo pede fps, ou ao contrário, a calculadora de FPS para joules faz a conversão com o peso da tua bola.

Às minhas MWS, em 2026, assim que passavam dos 0,8 joules, uns 293 fps com 0,20, já não lhes subia mais a potência. Levá-las a 1,14 parecia-me desnecessário, e com essa margem, se o calor apertasse, não tinha de mexer em nada. Porque é isso que a põe fora do limite: o gás expande-se com a temperatura, e no verão o mesmo carregador dispara mais do que no inverno.
Que versão da MWS comprar
Por dentro não muda nada entre modelos: o mesmo Z System, o mesmo punho e o mesmo cano interno, de 250 milímetros. Mudam o guarda-mão, a coronha, as miras e a alavanca de armar. O comprimento do cano externo é estética, por isso um modelo mais comprido não dispara mais longe.
| Versão | O que a distingue | Para quem |
|---|---|---|
| M4A1 Carbine | Asa de transporte com alça de mira, que sai ao desapertar uns parafusos e deixa à vista uma calha Picatinny; guarda-mão fácil de tirar | Se gostas da estética clássica |
| M4A1 MWS | Guarda-mão de calhas e massa de mira metálica com encaixe para baioneta | A espingarda da infantaria dos Estados Unidos; com uma mira tipo T-1 parece uma policial |
| CQBR Block 1 | Versão curta, com miras metálicas, punho dianteiro e uma coronha mais grossa | CQB e quem quer uma espingarda curta de origem |
| Mk18 Mod.1 | Guarda-mão com calha Picatinny, mais pesado e volumoso, e dos mais difíceis de tirar | Se a adoras tal como é |
| URG-I | Guarda-mão mais comprido, mas mais fino e leve, alavanca de armar ambidestra e coronha tipo STR da Magpul | Quem quer armar da mesma forma dos dois lados |
A MTR16 deixo-a de fora porque foi pensada para fazer um DMR. O meu conselho é decidires primeiro se queres uma espingarda comprida ou curta. Se lhe vais montar um guarda-mão e uma coronha que a Marui não vende, compra a mais barata. E a Mk18, compra-a porque a adoras assim: nunca tive de lhe tirar o guarda-mão com as minhas mãos, mas estive presente quando uns amigos o fizeram e é um suplício. Nessa loja, a 18 de outubro de 2026 e com as promoções desse dia, a CQBR custava 444,57 euros, um pouco mais do que a M4A1, e também estava esgotada.
A URG-I é a minha segunda MWS da Marui. Não pensava ter outra, mas uns meses depois de ela sair, e de eu gravar o vídeo de todas as versões, experimentei-a e apaixonei-me. A única coisa má que lhe aponto é que, por ser da Marui, não traz as marcações da verdadeira, e isso não me importa.

Quanto custa a sério uma MWS
Na mesma loja espanhola, a 18 de outubro de 2026, uma M4A1 com dois carregadores originais de reserva e um NPAS já feito da Angry Gun, que custava 52,02 euros, ficava em 623 euros com as promoções desse dia, e ainda sem mira.
O que mais se nota com o tempo são os carregadores. Quando comecei com ela, há uns cinco anos, um carregador original custava 50 euros certos; em 2025 já andava pelos 70, e era cada vez mais difícil encontrá-lo, porque a Marui o faz no Japão e chega pouco. Compara com uma elétrica: em 2024 um carregador de 120 bolas custava 8 euros, e com a MWS disparas 35 por carregador. Dois carregadores custarem o mesmo que uma réplica de iniciação parecia-me então razão suficiente para não começar no airsoft pelo gás. Em 2025 suavizei essa ideia: se tens o dinheiro e te informas bem do que compras, começar com uma MWS pode correr muito bem, embora quase ninguém to vá recomendar. Se é a tua primeira, lê antes como escolher a tua primeira réplica de airsoft.
A isso junta uma mira que aguente o recuo. Em 2024 contava que uma cópia barata de T-1 me tinha durado três ou quatro meses na MWS antes de se estragar, e que a de um amigo, outra unidade do mesmo modelo, tinha perdido o ponto vermelho ao segundo ou terceiro tiro. As que já vêm preparadas para gás começavam então nuns 55 ou 60 euros, e em 2025 recomendava a Vector Optics ou a Holy Warrior.
Para gastar menos, olha para a segunda mão. A minha primeira MWS comprei-a assim, depois de dois anos com o dono anterior, e seis dos meus carregadores tipo PMAG comprei-os usados a um amigo. No marketplace da Plairsoft há uma secção de espingardas de assalto em segunda mão que outros jogadores vendem. A Plairsoft põe-te em contacto com o vendedor, mas não intervém na venda, por isso, antes de pagares, pergunta se lhe tiraram a folga de fábrica (mais abaixo vês porque importa) e confirma que o bolt fica atrás ao esvaziar o carregador.
E se, antes de gastares isso, queres saber se o gás é para ti, em 2025 recomendava experimentá-lo com a MP7 da Marui, que não tem carregadores tão caros como os da MWS.
Carregadores da MWS: quais comprar e como cuidar deles
Os melhores são os originais. Deixas um da Marui com gás, voltas passados cinco meses e está igual. Cheguei a ter doze, mas vendi cinco para experimentar outros mais leves, e em 2025 tinha sete.
Dos que não são da Marui, os que mais uso são os tipo PMAG da Guns Modify: um botão facilita-te carregá-los e por dentro vê-se a temperatura do gás. Os tipo PMAG da Ace 1 Arms trazem as marcações da Magpul e têm-me corrido bem, mas, mesmo sem fugas, se os deixares com gás esvaziam-se ao fim de umas semanas. Os da Cyma, os da Double Eagle ou os STANAG da Guns Modify funcionam na MWS, mas pelo que experimentei e vi não compensam.
Os PMAG são uns 100 gramas mais leves do que os originais, e com vários em cima nota-se. Mas com os originais a réplica dispara uns 30 fps a mais: se levas dos dois tipos, regula e passa no cronógrafo com eles, ou vais passar do limite quando os meteres. Se procuras originais usados, vê a secção de carregadores em segunda mão do marketplace da Plairsoft.

Quatro cuidados que lhes prolongam a vida:
- Guarda-os com algum gás com silicone. É o que faço depois de cada jogo. Em 2026 tinha mais de quinze carregadores de MWS de várias marcas, em cinco anos quase nenhum tinha tido fugas, e estava há um par de anos sem os abrir.
- Não os enchas demais. Um original cheio cospe o gás, e aí paras. Outros não dão esse sinal e, se passares do ponto, a válvula fica tão apertada que o martelo já não a consegue abrir: carregas no gatilho, ouve-se um «plac» e não sai nada. Aos tipo PMAG da Ace 1 Arms meto onze segundos de gás, e cada modelo tem o seu tempo.
- Vigia a patilha que ativa o bolt stop. Nos originais, uma pancada pode empurrar para dentro uma pontinha que a bloqueia, e então o bolt deixa de ficar atrás ao esvaziar o carregador. A três dos meus parti-a com um alicate e nunca mais falharam. Se encravar por lama ou massa lubrificante, tens de o abrir e limpar com álcool isopropílico.
- Tem lábios de substituição. Os originais são muito difíceis de encontrar e os reforçados da Stalker funcionam bem; eu tenho três.
O melhor gás para a MWS conforme a temperatura
A regra é usar, a cada temperatura, o gás mais fraco com que a réplica ainda funcione. Mais pressão não a faz funcionar melhor e, numa Marui, feita para os gases suaves do Japão, quanto mais forçares o mecanismo mais cedo parte alguma coisa. Há quem lhe meta propano e reforce as peças para aguentar, mas não to recomendo.
| Temperatura | Gás | O que vi |
|---|---|---|
| Mais de 30 graus | Azul, uns 8 bar | Com a MWS uso-o sobretudo em interiores e com muito calor |
| Ameno | Verde, uns 10 bar | O mais polivalente |
| De 5 a 15 graus | Vermelho, 12 bar no papel | Com a MWS funciona-me bem em todo esse intervalo |
| Menos de 5 graus | Preto, 14 bar no papel | Usei-o a 3 graus negativos em Madrid, com carregadores originais |
As cores e as pressões são as da marca que uso há anos. Com outra marca, repara na pressão que a lata indica, porque a mesma cor não quer dizer o mesmo em todas.
Com frio, uma MWS funciona se escolheres bem o gás. Num vídeo de janeiro de 2024 levei-a para a neve, a 3 graus negativos, e respondeu muito bem, e em 2026 deixei claro que isso de o gás não servir com frio é um mito.
Isto do gás com ou sem silicone é mais uma questão de gosto. Com silicone suja mais a réplica e obriga-te a limpá-la mais vezes, mas mantém lubrificados os vedantes dos carregadores. O gás sem silicone costuma recomendar-se para as zonas muito húmidas, e eu também pensava assim até jogar com a MWS e gás com silicone na selva da Colômbia e na selva maia do México: com o sistema bem afinado, não se nota tanto. Se usas gás sem silicone, tem uma lata com silicone só para meteres um pouco nos carregadores ao guardá-los.
O que melhorar na MWS e por que ordem
A minha filosofia é usá-la de origem e trocar cada peça quando parte. Em 2024, um da minha equipa andava há dois anos com a dele sem lhe mexer em nada, e ela continuava a funcionar como no primeiro dia. Com bolas até 0,25, eu só lhe faria duas coisas:
- Poder regular a potência. Há três caminhos. O NPAS (em Espanha também lhe chamam «Luismimod») consiste em furar a válvula do nozzle de origem e meter-lhe um parafuso sem cabeça que se ajusta pela ponta do nozzle com uma chave Allen: para a direita diminui a potência e para a esquerda aumenta. O segundo é comprá-lo feito, como o da Angry Gun, e o terceiro, trocar a válvula, nunca o fiz. Furá-lo em casa não tem assim tanto mistério e, se não te atreves, no teu campo há de haver alguém com uma MWS que te dê uma ajuda. Eu levo a chave dentro do punho, com a ponta de uma escova de dentes para limpar um carregador se me cair ao chão.
- A mola de retorno do nozzle. A de origem parte com facilidade, sobretudo com borrachas que vedam muito e gases fortes. As reforçadas, como a da Angry Gun de 170 %, são bastante mais duras e, com um bocado de manga termorretrátil, não fazem barulho.

Para disparar bolas mais pesadas do que as de 0,25, o passo seguinte é o nub do hop-up. O de origem leva um calço mole que com o tempo se deforma, o de alumínio da Laylax nunca se gasta (a 18 de outubro de 2026 custava 26,47 euros com promoção numa loja espanhola) e os impressos em 3D partiram-se todos na nossa equipa. Para lá disso, não a afines demais: o sistema da Marui funciona muito bem, e querer melhorá-lo às vezes só traz dores de cabeça. Há quem troque só o nub e deixe a borracha da Marui, e só com isso já aguenta bolas bastante pesadas. Eu jogo com bolas de 0,32, o meu peso ideal depois de experimentar de 0,28 a 0,36, com o nub da Laylax e a borracha castanha da Modify.
O que não lhe faria é tirar-lhe aquela pequena folga que tem entre o upper e o lower. Escreve-me muita gente a perguntar se a MWS está avariada por causa disso, e não está: a Marui deixa-a de propósito, e o AR-15 real também a tem. Todas as MWS da minha equipa a que tiraram a folga acabaram por partir o nozzle poucos jogos depois.
Para o cano interno, o original chega. Experimentei em Madrid um da PDI e ia muito acima do limite. O externo, esse, troquei-o: em 2026 as minhas duas MWS da Marui tinham-no de carbono, para lhes tirar peso na ponta. Nunca transformei a minha num DMR nem a passei a HPA, por isso aí não te posso recomendar nada.
O resto já é tuning. Se trocares o buffer por um mais pesado para teres mais recuo, troca-lhe também a mola por uma mais dura: com a mole, o buffer recua mais depressa mas demora muito mais a voltar, e perdes o que procuravas.
As avarias típicas da MWS e como se resolvem
O nozzle parte. Mais cedo ou mais tarde acontece, e às vezes sem se saber porquê. Em cinco anos partiram-se-me três, o que me parece um feito. Por isso levo sempre um nozzle regulável de reserva: o da Angry Gun não é o de melhor qualidade, mas serve-me.
A dupla alimentação. É o pior inimigo desta réplica. Acontece quando paras com uma bola já metida na borracha, te esqueces e voltas a armar: ao disparar, a bola do meio parte-se e pode cair na caixa do gatilho. Se deres por isso antes de disparar, tira o carregador, solta o bolt até cair a que está a mais, mete um carregador e dispara a que fica lá dentro.
Uma bola partida na caixa do gatilho. O gatilho fica bloqueado e a réplica deixa de disparar. Às vezes vê-se o bocado e sai a raspar com óleo de silicone; se não, não a desmontes a não ser que tenhas jeito de mãos. A mim a caixa do gatilho deu-me problemas duas vezes em cinco anos, uma por uma bola que desceu depois de uma dupla alimentação e outra porque estava muito suja, e das duas vezes mandei-a a uma loja de Bilbau que ma limpou por pouco dinheiro. Em 2025, uma boa caixa do gatilho em CNC podia custar 200 euros. Um jogador que me ajudou com o guia já a partiu duas vezes, e conhece mais gente a quem aconteceu o mesmo, pelos vistos a disparar em automático, por isso eu dispararia em semiautomático, a não ser que o jogo o peça.
A coronha abre-se por trás. À minha primeira MWS aconteceu-lhe a meio de um jogo: saíram a voar a tampa traseira e a mola, e foi uma confusão, mas encontrei as peças todas. Resolve-se com fixa-roscas na rosca, e em 2026 duas das minhas MWS já levavam um tubo de uma só peça em CNC da Angry Gun, de uns 30 euros.
A roda do hop-up desajusta-se com o recuo e as bolas começam a cair sem teres tocado em nada. Resolve-se com um palito e uma junta tórica para que aperte mais, ou com uma câmara em CNC. Na minha primeira MWS a câmara original acabou por se estragar e troquei-a.
Como fazer a manutenção da MWS
Dá menos trabalho do que a de uma elétrica, porque não há gearbox para abrir. Eu limpo-a a fundo a cada dois ou três jogos; se tiver tempo, também depois de cada um, embora não seja preciso tanto. O vídeo da manutenção gravei-o em 2024 ao voltar de um jogo em La Fundición, em Logroño, o campo com mais terra que já vi: com o pó misturado com chuva, um colega arrastou-me pelo chão com a réplica entre mim e a terra, e ela continuou a disparar na perfeição. Outro da minha equipa esteve um ano e meio sem limpar a dele e, quando a réplica deixou de funcionar, bastou uma limpeza para voltar a disparar.
O erro mais comum é pôr massa a mais. Uma MWS precisa de muito pouca, só onde há metal a roçar em metal, porque a que sobra acaba por cair na caixa do gatilho e juntar sujidade. O nozzle, só com spray de silicone, nunca com massa grossa, tal como os rolamentos do bolt, que são boa parte da razão por que o mecanismo é tão suave. A caixa do gatilho não a tires a não ser que lá se tenha metido uma bola ou esteja muito suja, porque sai à martelada e arriscas partir alguma coisa. Por fora chega álcool isopropílico e uma escova velha que já não te faça falta. O cano, de 6,08 milímetros por dentro, com uma vareta e um pano fino, sem empurrar até à borracha para não desajustar o hop-up.

Contado assim parece muito, mas faz-se em menos de dez minutos e, depois de o fazeres duas vezes, nuns três.
A MWS em jogo e em viagem
O que prende é a sensação. Quando o carregador acaba, o bolt fica aberto, como numa arma de fogo, e obriga-te a trocar, e com 35 bolas trocas muito. E como se vende imenso em todo o mundo, no teu campo é provável que haja alguém que a tenha e te possa dar uma ajuda. Em 2025 a minha equipa toda jogava com MWS, e lá fora já me emprestaram uma mais de uma vez: em 2024 joguei um CQB na Bélgica com a de um amigo de lá e, em 2025, no México, um jogador conduziu mais de três horas para me emprestar a réplica dele. Se tens dúvidas com a tua, no grupo MWS Tokyo Marui da Plairsoft partilham-se experiências, upgrades e manutenção desta réplica.
Para a transportar, levo-a desmontada e com os carregadores vazios. Em maio de 2024 contava que, pouco tempo antes, nos tinham mandado parar numa operação stop e nos tinham feito mostrar um a um os sete carregadores de MWS de cada um dos meus amigos, para comprovar que não levavam nem uma bola, e que não houve problema nenhum. Segundo o Regulamento de Armas espanhol (art. 149.1, no texto em vigor em outubro de 2026), em Espanha só a podes levar na rua desmontada ou dentro da caixa ou da capa, no trajeto entre o sítio onde a guardas e aquele onde jogas. Para viajar uso umas capas feitas com impressora 3D que tapam as peças desmontadas: não lhes entra pó e vê-se que não está pronta a disparar.

Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft
O Aritz joga airsoft há anos e conta-o no seu canal de YouTube. Já jogou em Espanha, na Bélgica, no México e na Colômbia, fez cursos de CQB e de tiro com instrutores vindos do meio militar e compete nos Tactical Games. O que assina aqui sai do que testou e gravou em primeira mão.
Edição: equipa da Plairsoft




