MP7 da Tokyo Marui a gás: análise, avarias e se vale a pena
A MP7 da Tokyo Marui a gás a fundo: quanto custa em outubro de 2026, porque é que o chassis se parte e como o evitar, e quando compensa a da VFC.
Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft

Neste artigo
A MP7 da Tokyo Marui é uma submetralhadora a gás com recuo (GBB) que funciona às mil maravilhas tal como sai da caixa, agrupa muito bem e tem os carregadores bastante mais em conta do que os da MWS, o M4 a gás da mesma marca. A 18 de outubro de 2026, numa loja espanhola e com as promoções desse dia, a réplica custava 370,03 euros, embora estivesse esgotada, e cada carregador original de 40 bolas, 49,13. O seu ponto fraco é o chassis, uma peça interna que se pode partir com gases fortes. Aguenta com gás suave, e se o trocares por um de aço feito em CNC esqueces o problema.
Para mim está entre as melhores réplicas a gás do mercado, e é a que recomendaria a quem quer começar no GBB. Nunca tive uma submetralhadora minha, porque sou muito de M4 e de AK, mas com a MP7 joguei bastante, sobretudo há uns anos, quando havia várias na minha equipa.
MP7 da Marui ou da VFC?
A MP7 é uma submetralhadora compacta da Heckler & Koch, e a gás há duas que se costumam comparar. A da Tokyo Marui não traz as marcações da HK e é mais pequena do que a verdadeira. A da VFC, que a Umarex vende com a licença da HK, tem a escala real e as marcações, e vê-se cada vez mais nos campos, acho que em parte pelo tamanho. Há muitas réplicas que não copiam o tamanho da arma verdadeira, mas poucas vezes se nota tanto como ao pôr estas duas lado a lado.

Já experimentei a da VFC e o tiro é esplêndido. Além disso sentes o coice no ombro, e é muito divertida de disparar. O problema é que costuma ter avarias. Um rapaz que eu conhecia, que jogava muito com ela e tinha as duas, contou-me que lhe tinham dado problemas o retém do carregador e a alavanca do seletor de tiro, e embora no fim tenha conseguido pô-la a funcionar bem, não a recomendava mais do que a da Marui. Conheço gente que lhe trocou as peças todas, com acessórios impressos em 3D ou com o que fosse preciso, para que nunca mais falhasse. Haverá sempre unidades que funcionam melhor do que outras, mas quando dá problemas à maioria convém estar atento. Na da Marui, pelo contrário, as falhas são ridículas e quase sempre têm a ver com o chassis.
| MP7 da Tokyo Marui | MP7 da VFC (Umarex) | |
|---|---|---|
| Tamanho | Mais pequena do que a verdadeira | Escala real |
| Marcações da HK | Não | Sim |
| Potência segundo as lojas | De 300 a 320 fps | Uns 300 fps, com NPAS de origem |
| Ponto fraco | O chassis | Peças que costumam falhar |
Se procuras rendimento e o tamanho te é indiferente, a da Marui. Se és muito grande, ou se o que te atrai são as marcações e as sensações e já jogas airsoft há algum tempo, a da VFC pode valer a pena, mas investiga-a antes e revê as peças de vez em quando, porque descobrir a meio de um jogo que uma se soltou não é boa notícia. Sai um pouco mais barata: a 18 de outubro de 2026 custava 349 euros noutra loja espanhola. Para perguntar a quem já tem uma, na Plairsoft há um grupo da MP7 GBB Tokyo Marui onde se partilham dúvidas e configurações.
Também há MP7 elétricas, mas em 2025, que eu soubesse, só valiam a pena as de gás. Se procuras uma submetralhadora elétrica, a MP5 é uma plataforma muito mais trabalhada, e os modelos que funcionam estão em submetralhadoras de airsoft.
Como dispara a MP7 da Marui
Esta réplica é um espetáculo. Se calibrares bem a mira, podes chegar a acertar numa mão a distâncias bem jeitosas, e com bolas de 0,25 g vai lindamente. Quando perguntei no Instagram que submetralhadoras me recomendavam, a MP7 a gás foi das que mais se repetiram.

O recuo é giro. O coice no ombro não se compara com o de uma réplica maior, mas ao disparar tens a cabeça muito perto de onde trabalha o mecanismo, e ouve-se e sente-se muito, sobretudo se não levares auscultadores.
Quanto custa a MP7 da Marui
A 18 de outubro de 2026, numa loja espanhola e com as promoções desse dia, a MP7 da Marui custava 370,03 euros em preto e 370,27 em cor de areia, embora as duas estivessem esgotadas, e cada carregador original de 40 bolas ficava por 49,13. Na mesma loja, a M4A1 MWS da Marui custava 434,35 euros e o respetivo carregador, de 35 bolas, 68,49, e os dois estavam esgotados.
A diferença cresce com os carregadores. Com três de reserva, a MP7 fica em 517,42 euros e a MWS sobe para 639,82, mais 122,40, e cada carregador que juntares aumenta-a em mais 19,36. Com os preços sem promoção a diferença seria maior, porque o desconto da MWS era mais forte. Em 2025 já o dizia: os carregadores da MWS custavam os olhos da cara, e com a MP7 podes saber se gostas do gás, com tudo o que isso implica, sem pagar esses preços inflacionados.

O que custa o resto, do gás à entrada do jogo, está em quanto custa jogar airsoft. E se queres poupar em carregadores, outros jogadores vendem os seus na secção de carregadores em segunda mão do marketplace da Plairsoft. Pede que te deixem encher de gás o que fores comprar e espera um bocado para ver se perde gás.
O chassis da MP7: porque é que se parte e como se resolve
O chassis é a peça interna onde vão montados o grupo do gatilho e a câmara do hop-up, e na MP7 da Marui é de zamak, segundo o fabricante de um de substituição. As réplicas da Marui são mais delicadas do que as da VFC ou da GHK, que costumam trazer as peças internas em aço ou podem ser reforçadas. Na MP7, se a usares com gases fortes, o que se parte é o chassis, e costuma ser por onde passa a cavilha. A da foto tem os dois fechos do chassis partidos mesmo aí.

Evita-se de duas maneiras. A barata é usar sempre gases muito suaves com esta réplica, e mais abaixo explico quais. A outra é trocar o chassis por um feito em CNC, que não se parte: com um pouco mais de investimento ficas com uma réplica que te dura praticamente a vida toda, e ter a melhor réplica do mercado com um sistema interno indestrutível parece-me bastante atrativo. Em 2025 conhecia duas marcas que os vendiam em Espanha, uma delas a Full Steel MP7, e em outubro de 2026 o chassis de aço da Full Steel MP7 custava 255 euros. Segundo o fabricante, montas-lhe as peças da original sem as modificar.
Que gás usar na MP7
Nas réplicas da Marui uso o azul quase todo o ano, que nas minhas latas é o de 8 bar, e passo para o verde, de 10, quando é preciso algo mais. Repara na pressão que vem na lata e não só na cor.
Os carregadores pedem outro cuidado. As fugas são um dos problemas mais frequentes com o gás, e evitam-se se os guardares com gás com silicone, que mantém lubrificados os vedantes por dentro. Em março de 2026 tinha a MWS há cinco anos e meio e dezasseis carregadores sem uma única fuga, porque, para os guardar, metia-lhes gás com silicone a cada jogo.
E com frio? As réplicas a gás funcionam com frio se escolheres bem o gás, e o mito contrário tem de morrer. Com a MP7 a margem é mais estreita. Se fizer tanto frio que o verde já não chegue, o passo seguinte é um gás mais forte, e é precisamente isso que o chassis da MP7 pior aguenta. Se jogas muito no inverno, leva os carregadores de reserva numa bolsa encostada ao corpo para não arrefecerem, e se mesmo assim ela se ressentir, mais vale disparar menos nesse dia do que forçá-la.
Que potência tem e o que lhe mudarias
De caixa não precisa de alterações para funcionar bem (o chassis CNC é para te durar), e também não é preciso regular-lhe a potência. Para mim, a uma Marui a gás só é preciso pôr um NPAS, a peça que deixa ajustar a potência, e isso vale para a MWS e para as AK a gás da marca, como a AKX, porque a MP7 não passa dos limites.
A ficha da loja dá-lhe de 300 a 320 fps, sem dizer com que bola, e na medição de 17 de setembro de 2026 o limite de espingarda de assalto mais baixo dos campos de Espanha que o publicam na Plairsoft era de 330 fps; quase nove em cada dez põem-no nos 350. Ainda assim, a potência de uma réplica a gás muda com o gás e com a temperatura, por isso passa-a no cronógrafo com o gás que fores usar. Na tabela de potências vês como se repartem os limites dos campos, e o do teu campo vem na respetiva ficha, se o publicar. Se o cronógrafo te dá fps e o campo te pede joules, a calculadora de fps para joules converte-os num instante.
Se a queres levar como secundária, pergunta antes ao teu campo que limite lhe aplicam. Na mesma medição, em quase um em cada cinco campos espanhóis que publicam na Plairsoft o limite de pistola, esse limite anda pelos 300 fps ou menos.
Carregadores e colete para a MP7
Um dos maiores problemas que sempre vi nas submetralhadoras é ter de trocar de colete. Os carregadores da MP7 não entram nos porta-carregadores de 5,56 de uma espingarda, a não ser que os forces e metas dois em cada um. Se já jogas com um M4 ou uma AK, vais precisar no mínimo de um porta-carregadores frontal ajustável para os dias em que levares a MP7, ou de um chest rig com outra configuração. Em contrapartida, é muito mais leve e pequena do que uma espingarda, e quem prefere mexer-se depressa acima de tudo agradece-o.
Comprar a MP7 da Marui em segunda mão
Pelo que custa nova, faz sentido procurar uma usada, mas começa pelo chassis, porque é uma peça interna e só de olhar não sabes se está partido. Pede ao vendedor uma foto ou, melhor ainda, que a desmonte à tua frente, e se já tiver um CNC, é uma despesa que já não tens. Quanto aos carregadores, testa-os como se os comprasses soltos.
Os jogadores vendem as submetralhadoras usadas na secção de submetralhadoras em segunda mão do marketplace da Plairsoft. A Plairsoft põe-vos em contacto, mas não intervém na venda, por isso marca um encontro com o vendedor e experimenta-a antes de pagar.
Para quem é a MP7 da Marui
Se começaste há pouco no airsoft e hesitas entre as duas MP7, escolhe a da Marui. Se ainda não tens nenhuma réplica, começa por escolher a tua primeira réplica de airsoft.
Se a comprares e te viciares, que o próximo dinheiro vá para o chassis. E se com o tempo quiseres uma espingarda a gás, na minha equipa acabámos todos por passar para a MWS da Tokyo Marui.

Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft
O Aritz joga airsoft há anos e conta-o no seu canal de YouTube. Já jogou em Espanha, na Bélgica, no México e na Colômbia, fez cursos de CQB e de tiro com instrutores vindos do meio militar e compete nos Tactical Games. O que assina aqui sai do que testou e gravou em primeira mão.
Edição: equipa da Plairsoft




