AKX da Tokyo Marui: análise depois de jogar com ela, preço e defeitos
A AKX da Tokyo Marui de origem: o que muda face à AKM, porque passa do limite de potência com calor, os carregadores, o preço em 2026 e porque a vendi.
Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft

Neste artigo
- O que muda na AKX em relação à AKM
- Como dispara a AKX de origem
- Porque é que a AKX passa do limite de potência com calor
- Carregadores da AKX: quais comprar e quanto custam
- Manutenção da AKX e peças de outras marcas
- Calhas, lanterna e mira na AKX
- AKX ou MWS: qual escolher
- Porque acabei por vender a AKX
- Para quem é a AKX
A AKX é a AK a gás mais moderna da Tokyo Marui: uma espingarda com recuo (GBB) que parte do corpo da AKM da marca, lhe põe coronha rebatível e guarda-mão M-LOK e usa os mesmos carregadores. Tirada da caixa funciona muito bem, mas tem dois defeitos. Um é o preço, 596,96 euros com a promoção de 19 de outubro de 2026 numa loja espanhola (728 sem ela). O outro é que com calor ganha potência a mais, por isso no verão tens de a vigiar no cronógrafo.
Consegui-a por 600 e tal euros numa promoção, em 2025 continuava a jogar com ela de origem e em fevereiro de 2026 já a tinha vendido para passar para a AK a gás da VFC.
O que muda na AKX em relação à AKM
A Marui lançou a AKM em julho de 2021, e foi a primeira AK a gás da marca. A AKX chegou às lojas do Japão a 29 de março de 2023 e não copia nenhuma arma real: a Marui apresenta-a como uma AK modernizada de desenho próprio, e parte do corpo da AKM. Em outubro de 2026 são as duas únicas AK a gás do catálogo da Marui.
| AKX | AKM | |
|---|---|---|
| Coronha | Rebatível | Fixa, de polímero com acabamento de madeira |
| Guarda-mão | M-LOK, com três calhas Picatinny incluídas na caixa | De polímero com acabamento de madeira |
| Soltar o carregador | Com o retém das AK, prolongado numa patilha ao alcance do dedo do gatilho | Com o retém das AK |
| Comprimento | 548 mm rebatida e 741 aberta | 890 mm |
| Peso com o carregador vazio | 3.550 g | 3.550 g |
O mais prático das novidades é essa patilha: soltas o carregador com o mesmo dedo que vai ao gatilho, coisa que a AKM não tem. A coronha rebatível vai presa à caixa da culatra por uma calha Picatinny, por isso também se pode tirar, e o cano curto deixa a réplica num tamanho que se maneja bem entre paredes.
Há quem fique com a AKM e lhe ponha o que lhe falta. O Carter, um amigo com quem comecei a jogar airsoft, usa-a com um equipamento de estética russa, um guarda-mão com calhas feito para a da Marui (com outro, diz ele, tens de pegar na Dremel) e uma coronha rebatível PT-5 da 5KU pensada para ela, e em janeiro de 2026 já falava em trocá-la por uma da VFC. Para começar, a AKM sai mais barata: a 19 de outubro de 2026, na mesma loja, custava 499,79 euros com a promoção desse dia (609,50 sem ela), embora estivesse esgotada. E se ainda hesitas entre uma AK a gás e uma elétrica, que não te obriga a passar pelo cronógrafo sempre que o calor aperta nem te pede carregadores tão caros, compara antes as AK de todas as gamas.

Como dispara a AKX de origem
A Marui põe-lhe um pistão grande, de uns 19 milímetros de diâmetro, e o ferrolho mexe-se a cada disparo, por isso o coice nota-se. Quando o carregador se esvazia, o ferrolho fica aberto e sabes que é hora de trocar.
De origem chega longe e com precisão: em abril de 2025, com a mira bem zerada, metia as bolas no espaço de uma mão a 40 e até a 50 metros. Não lhe pedia mais, porque para tirar o máximo rendimento já tinha as MWS. Nos jogos de domingo levava-a assim, com bolas de 0,25 e sem nada montado para ser leve, e não pensava mudar-lhe nada até me apetecer.
Porque é que a AKX passa do limite de potência com calor
O limite dos campos é de energia, por isso os fps que te deixam usar dependem do peso da bola. Na Plairsoft, 73 campos de Espanha publicam o limite de espingarda de assalto, e 64 põem-no em 1,14 joules: 350 fps se passares no cronógrafo com bola de 0,20, mas 313 com a de 0,25. O mais restritivo fica-se pelos 1,01 joules, que são 330 fps com 0,20 e 295 com 0,25 (dados de 17 de setembro de 2026).

Em abril de 2025 não a usava no verão: tinha potência a mais. O gás empurra mais quanto mais sobe a temperatura, e em Espanha faz calor muitos meses. Como referência, numa medição de 2023, a uns 20 graus e com gás de 6 kg, a AKX de origem dava 300 fps com bolas de 0,25.
Antes de ires, abre na Plairsoft a ficha do teu campo, que é onde ele o publica: no Soldados de Juguete (SDJ), em Larrabetzu, na Biscaia, o de espingarda de assalto era de 1,16 joules a 19 de outubro de 2026. Para passar o que o cronógrafo te marca para a unidade que o campo pede, mete a velocidade e o peso da bola na calculadora de FPS para joules da Plairsoft, e a tabela de potências mostra-te se o teu campo pede o mesmo que a maioria ou é dos restritivos.
Que passe do limite com o calor tem explicação. A Marui fá-la, como a AKM, para o HFC134a que indica nas especificações, porque no Japão o gás é muito suave, e com os mais fortes que se usam em Espanha, ainda por cima com calor, a potência da AKX sobe. Se o dia começa fresco e ao meio-dia o calor aperta, passa-a no cronógrafo um par de vezes ao longo da manhã e usa um gás mais fraco se for preciso. Em 2025 dizia que, para a manter na linha, uma Marui a gás como esta só precisa de um NPAS, que permite reduzir-lhe a potência.
Carregadores da AKX: quais comprar e quanto custam
O que sai caro vem depois da réplica: com 35 bolas por carregador vais querer levar vários, e em abril de 2025, com ela a uns 700 euros na loja, eu calculava que com carregadores chegavas quase aos 1.000.
Os da AKX e os da AKM são o mesmo carregador de 35 bolas com outra estética, e servem nas duas. Por isso compra os de AKM, que funcionam igual e saem mais baratos: a 19 de outubro de 2026, na mesma loja, o de AKM custava 58,90 euros e havia stock, e o da AKX, a 63,88 com a promoção desse dia (67,24 sem ela), estava esgotado. Com esses preços e três de AKM de reserva, a réplica fica-te em 773,66 euros.

Se o que procuras está esgotado, vê os carregadores em segunda mão que outros jogadores anunciam no marketplace. A Plairsoft não cobra a venda nem faz de mediadora se alguma coisa correr mal, por isso pergunta ao vendedor como os guardava e, se combinarem um encontro, enche o carregador de gás antes de pagares: se tiver fuga, vais ouvi-lo.
Em 2025 os meus carregadores continuavam sem uma única fuga, embora conheça gente a quem os da Marui perdem gás, e isso depende muito de como cada um cuida deles. Se vens do M4, olha também para o colete: no início de 2024, como já usava bastante a AKX, levava um porta-carregadores que aceita carregadores de M4 e de AK, e assim não tinha de mudar de configuração.
Manutenção da AKX e peças de outras marcas
Entre quem hesita em passar da elétrica para a GBB repete-se um medo: que estas réplicas são muito difíceis de desmontar e de manter. Na AKX, a tampa da caixa da culatra vai presa com uma rodinha a que a Marui chama dial de centragem: ao apertá-la, a tampa fica fixa e a calha de cima fica centrada, para que a mira não se mexa com a tampa. Desaperta-la, levantas a tampa e tens o interior à frente.
O que dá problemas são as peças de outras marcas. Em 2025 contava que, de duas tampas da caixa da culatra (guarda-pó) da CYMA que tinha experimentado, uma não havia maneira de a montar, e a outra tive de a desbastar com a Dremel, um centímetro e tal por cima e por baixo, e encaixá-la à martelada. Se lhe vais comprar alguma coisa, que seja uma peça feita para a AKM ou para a AKX da Marui.
Calhas, lanterna e mira na AKX
Na caixa vêm três calhas Picatinny para o M-LOK, de três, cinco e sete ranhuras, com a chave para as montar, e por cima a réplica tem uma calha contínua desde o guarda-mão até à tampa da caixa da culatra. Com isso colocas a lanterna e o interruptor onde te fiquem à mão e o ponto vermelho por cima, e para quando a mira falhar, no fim da tampa vai uma alça de mira rebatível de recurso.
Em 2024 tinha-lhe montado uma Vortex Crossfire, um ponto vermelho pequeno do tipo T1. Põe-lhe uma proteção: nesse ano, a jogar com a AKX, uma bolada rebentou-me o acrílico que levava à frente da Vortex. Um bocado cortado à medida e colado custa muito pouco e fica discreto, e embora a mira tenha garantia, mais vale que não se parta. Em 2026, com a AKX já vendida, essa Vortex ia numa das minhas MWS.
AKX ou MWS: qual escolher
Em fevereiro de 2024, contente como estava com a AKX, continuava a preferir a MWS, porque está há mais tempo no mercado e tem muito mais peças e sobressalentes. Em julho de 2025 já punha a AKX e a AKM entre as GBB que estavam a dar um rendimento espetacular, mas a MWS continuava a ser para mim a GBB tipo M4 de melhor qualidade de origem. A MWS também sai mais barata como réplica, mas não nos carregadores: a 19 de outubro de 2026, na mesma loja, a M4A1 MWS custava 434,35 euros e o carregador original 68,49, quase dez euros mais do que um de AKM, e os dois estavam esgotados. As versões, o gás, as melhorias e as avarias dessa réplica estão na análise da MWS da Tokyo Marui.
Para experimentar o gás sem gastar tanto, em outubro de 2026 a MP7 da Tokyo Marui saía bastante mais barata, e os carregadores dela também.
Porque acabei por vender a AKX
Em fevereiro de 2025 a Saiga-12 da Marui fez-me pensar a sério em vendê-la, porque é como levar uma AKX que dispara três bolas por tiro. Pouco depois, na feira IWA de 2025, em Nuremberga, experimentei a AK74M a gás da VFC (a AV-74M do catálogo da marca). Ia encantado com a minha AKX, mas nenhuma AK a gás me tinha impressionado tanto: o carregador dela pesa muito menos do que o da Marui e o coice é outra coisa, uma pancada seca no ombro.

Depois voltei a disparar uma, emprestada, no SDJ, e o que me travava era a marca: em muitos modelos da VFC tinha visto peças soltas e folgas que acabam em avarias. A que nos mostraram na IWA era por dentro um sistema muito simples, com um buffer metálico enorme de uma só peça, e dava a sensação de que nada podia falhar, por isso preferi dar-lhe tempo antes de decidir.
Em fevereiro de 2026 já tinha dado o passo. Vendi a AKX ainda apaixonado por ela, porque acho que a VFC fez muito bom trabalho com essa AK74M e queria um sistema diferente, mais realista por dentro. Do que continuo a gostar na Marui é de não ter de dar voltas à cabeça: é um sistema criado por eles e para eles, que funciona maravilhosamente assim que abres a caixa e a que é preciso fazer muito pouca coisa. Na hora de escolher entre Marui e VFC, a pergunta acaba por ser se preferes a tranquilidade de uma ou o realismo da outra.
Para quem é a AKX
Faz sentido se queres uma AK a gás, gostas de sentir o recuo e não te apetece passar as tardes com a réplica aberta em cima da mesa. A quem começava no gás com uma AK, em 2025 propunha dois caminhos: dedicar tempo a aprender e contar com um amigo ou uma loja que a afine por dentro, e então serve qualquer marca, ou jogar pelo seguro com uma Marui.
Não é para a tua primeira réplica nem para quando andas com o dinheiro contado, porque em outubro de 2026, com três carregadores, passava dos 750 euros, nem para quem joga muito no verão e não está disposto a passar pelo cronógrafo. Por onde começar vês no artigo a tua primeira réplica de airsoft, e quanto custa jogar para lá da réplica, em quanto custa jogar airsoft. Se mesmo assim a queres e o orçamento aperta, vê as espingardas de assalto em segunda mão do marketplace da Plairsoft e pede para a experimentar com um carregador cheio antes de pagares.
E antes de a comprares podes perguntar a quem já a tem: no grupo AKM/AKX Tokyo Marui da Plairsoft, os utilizadores das duas partilham configurações, melhorias e dúvidas.

Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft
O Aritz joga airsoft há anos e conta-o no seu canal de YouTube. Já jogou em Espanha, na Bélgica, no México e na Colômbia, fez cursos de CQB e de tiro com instrutores vindos do meio militar e compete nos Tactical Games. O que assina aqui sai do que testou e gravou em primeira mão.
Edição: equipa da Plairsoft




