Granadas de airsoft: tipos, como se usam e qual eu compraria
Granadas de airsoft de gás, CO2, festim e pirotecnia: como se lançam, a regra dos cinco metros, quanto custa cada lançamento e qual eu compraria.
Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft

Neste artigo
- Que tipos de granadas de airsoft existem
- Como se usa uma granada num jogo de airsoft
- Granadas de gás: a Kimera JR e as que soltam bolas
- Granadas de CO2: Pathfinder e Thunder B, e porque deixei de as usar
- Granadas de festim: de impacto ou com retardo
- Proteção para os ouvidos
- Granadas pirotécnicas de uso único em Espanha
- Onde levar a granada no colete
- Que granada de airsoft eu compraria
As granadas de airsoft são de quatro tipos: de gás, que se recarregam; de CO2, que rebentam uma carcaça de plástico em cada lançamento; de festim, que detonam um cartucho sem bala, e pirotécnicas, de uso único. Lançam-se a rolar, por baixo da cintura, e o normal é eliminarem qualquer pessoa que esteja a cinco metros ou menos, embora seja cada campo a defini-lo. Se o teu admite festim, a que eu compraria é a Deton-A, que funciona com retardo. Se não admite, uma de gás como a Kimera JR.
Antes de comprares uma, vê o que aceita o campo onde jogas, porque poucos o deixam escrito. Na medição de 15 de outubro de 2026, menos de um em cada dez campos de Espanha falava de granadas na ficha que publica na Plairsoft. Procura o teu na pesquisa de campos e, se a ficha não disser nada, escreve ao campo a partir dela antes de ir: a consulta chega-lhe em privado e responde-te o dono ou alguém da equipa do campo.
Que tipos de granadas de airsoft existem
No vídeo aqui em cima, que publiquei em março de 2026, fiz uma lista com dez granadas, ordenadas da pior para a melhor, na minha opinião. Isto é o que tens de perguntar ao teu campo antes de comprares uma, conforme o tipo:
| Tipo | O que perguntar ao campo |
|---|---|
| Gás | Se as que soltam bolas eliminam por estares no raio ou só se te acertar uma bola |
| CO2 | Se as admite e quantas te deixa levar de uma vez |
| Festim | Se as admite: pelo barulho e pelo risco de incêndio, muitos não as aceitam |
| Pirotecnia de uso único | Se as autoriza. Em Espanha eu não as uso (mais abaixo, a norma) |
Todas servem para o mesmo, que é esvaziar uma divisão e eliminar quem estiver lá dentro, o mais típico do CQB. Desde que façam isso, importa pouco qual escolhas, embora haja melhores e piores.
O que mais muda de um sistema para outro é quando pagas. Em duas lojas espanholas, em outubro de 2026, a Kimera JR 4.0 de gás custava 43,88 euros, e depois só lhe metes gás. A Kamikaze XS da Saigo Defense, de festim, custava 96,53 euros, e cada lançamento gasta um cartucho de 9 mm: a caixa de 50 saía a 15,11 euros, uns 30 cêntimos por cartucho. A de CO2 é ao contrário. O kit da Thunder B com três carcaças custava 29,95 euros, mas sempre que a lanças partes uma carcaça (1,79 euros) e gastas uma cápsula de CO2 de 12 g (0,59), ou seja, 2,38 euros por lançamento. No vídeo de março eu calculava uns três euros.

Se quiseres somar o que custa um dia de jogo entre o preço do jogo, as bolas e o gás, tens tudo em quanto custa jogar airsoft.
Como se usa uma granada num jogo de airsoft
Ativa-se (em quase todas tira-se uma cavilha; nas de cabo puxa-se um cordão) e lança-se a rolar pelo chão. Quase nenhum campo te deixa lançá-la acima da cintura, e com as maiores e mais pesadas importa ainda mais que vá a rolar: uma granada pesada, lançada por cima, pode acabar na cara de alguém.

Para lá do raio, as letras pequenas mudam de campo para campo, e estes dois têm-nas completas na sua ficha da Plairsoft (lidas a 18 de outubro de 2026):
- No Elysium Camp, em Els Hostalets de Pierola (Barcelona), a granada elimina num raio de cinco metros, lança-se por baixo da cintura sem nunca passar de um metro de altura e só elimina se funcionar bem. O escudo não te salva: dentro desse raio, estás fora.
- No La Fundición, em Logroño, admitem-se as de CO2 e as de festim, também com cinco metros de raio. Só as paredes protegem, não os móveis da divisão, e as caseiras são proibidas. As de 40 mm limpam a divisão inteira, e cada um apanha as granadas que lança.
Nenhum dos dois a reserva a ninguém: qualquer um a pode levar, seja qual for a tua função em campo.
Granadas que eliminam pelo raio ou pelas bolas
Com as que soltam bolas, nem todos os campos contam da mesma maneira. Nuns eliminam como as outras, qualquer pessoa que esteja dentro do raio, e noutros só quem chegue a levar com uma bola. Nunca percebi essa segunda regra: dentro de uma divisão não costuma haver ninguém a ver em quem acertou, e nesta modalidade não falta quem não se dê por eliminado. Por isso prefiro as que eliminam pelo raio, com as quais não há nada a discutir.
Granadas de gás: a Kimera JR e as que soltam bolas
Ultimamente uso muito a Kimera JR, uma de gás que se abre em duas ao cair e que voltas a fechar e a carregar para o lançamento seguinte. Tem fama de se partir e de perder gás, e conheço muita gente que a odeia por isso, mas acho que quase sempre falha pela forma como se carrega. Precisa de tão pouca pressão para abrir que, se se pudesse carregar a soprar, servia. Nada de a carregar com o gás da réplica, seja propano ou gás vermelho: usa um o mais suave possível, também no inverno. E, como se carrega em menos de meio segundo, fá-lo mesmo antes de a lançar, em vez de a levares cheia durante muito tempo.
Se comprares uma, troca o cordão que prende uma metade à outra por algo mais resistente. As metades saltam com tanta força que o de origem acaba por partir: na minha, que já tem sete ou oito anos, isso acontecia muitas vezes, e agora as metades estão unidas por um paracord que um amigo entrançou. Cuidar dela costuma resumir-se a lubrificar as juntas tóricas de vez em quando ou a guardá-la com um pouco de gás lá dentro.
As que soltam bolas levam gás e bolas, e ao detonar disparam-nas. Experimentei a Krytac Tornado 3 quando tinha acabado de sair. Funciona com retardo, que se escolhe ao rodar uma peça, e, segundo a marca, solta 178 bolas a 330 fps com bola de 0,20 g, mais ou menos um joule (podes comprová-lo na calculadora de fps para joules da Plairsoft). Surpreendeu-me a força com que bate, mas é tão volumosa que não saberia onde a levar no colete. Há mais sobre ela no artigo das réplicas Krytac.
Granadas de CO2: Pathfinder e Thunder B, e porque deixei de as usar
Não há granada com que tenha jogado tanto como com a Pathfinder, da Golden Eagle, e mesmo assim deixei as de CO2 depois de dois sustos. Num campo de Barcelona com divisões sem teto, uma atravessou várias delas a voar, e noutro de Madrid outra acabou cravada no vidro de um carro de cenário, ainda com a carcaça posta. Das duas vezes houve sorte: são granadas que pesam muito e podiam ter feito um estrago.
Nos dois casos falhou a mesma coisa, e é isso que tens de vigiar se já tens uma. O que se gasta em cada lançamento é a carcaça, uma peça de plástico duro que se enrosca no corpo e que o CO2 da cápsula enche até a rebentar. Normalmente a detonação abre um buraquinho na carcaça e o gás sai por aí. Se a enroscaste até ao fim, a borda do plástico fica entalada contra a base, o gás procura a saída por baixo e o que sai disparado é a granada. Fecha-a sem forçar.
A Pathfinder ativa-se com uma pancada seca num botão em cima e, segundo a ficha do produto, as suas carcaças também servem na Thunder B. Esta tem uma cabeça com cavilha que a faz parecer-se mais com uma verdadeira e que te deixa segurá-la na mão antes de a lançar, embora as peças dela se percam e se partam com facilidade. Bem tratadas, a mim duraram-me imenso e são facílimas de usar, mas, com tudo o que há de gás e de festim, eu já não as usaria.
Granadas de festim: de impacto ou com retardo
Lá dentro levam um percutor e um cartucho de festim, que é um invólucro de pistola sem projétil. Não te sei dizer os decibéis, mas soam mais ou menos como um disparo de 9 mm, e esse barulho é o primeiro problema: muitos campos que ficam perto da cidade não as admitem pelas regras de ruído da zona. Os de erva também não as costumam deixar, pelo risco de incêndio, nem os que não têm seguro contra incêndios.
O outro depende de como detonam. As de impacto precisam de bater em alguma coisa e às vezes não detonam, tal como acontece às de gás de impacto. As de retardo detonam por tempo, sem depender da pancada.
Entre as de impacto estão as Kamikaze da Saigo Defense, de fabrico espanhol. São o mesmo mecanismo em dois tamanhos, e o que escolhes é como distribuis os lançamentos. A XS dá um por granada, mas ocupa tão pouco que, se o teu campo permitir várias por jogador, podes levar umas quantas contigo; pesa mais do que parece e aguenta tudo o que lhe fizeres. A XL junta seis numa só granada, que passa de uma carga para a seguinte quando a rodas. O que pagas é o volume e o peso, e era tão incómodo andar com ela que, no tempo em que a tive, quase não a usei.
A Deton-A, de festim com retardo
A Deton-A da Apex Workshop, fabricada no País Basco, é a que mais me surpreendeu de todas. Não espera pelo choque: a contagem decrescente arranca quando tiras a cavilha, dura o que tiveres fixado com uma chave Allen e não se desregula de um lançamento para o outro. O fabricante dá-lhe um retardo de zero segundos a mais de um minuto e diz que leva cartuchos de 9 mm ou fulminantes .209 e que pesa uns 100 gramas.

O site do fabricante diz que a Intervención Central de Armas y Explosivos da Guardia Civil espanhola não a considera uma arma (processo 10588), mas esse relatório não está publicado em nenhuma fonte oficial que se possa consultar. O difícil é arranjá-la: em março só se vendia no site do fabricante e, a 18 de outubro de 2026, aparecia esgotada.
Proteção para os ouvidos
Com granadas de CO2 ou de festim por perto, os ouvidos sofrem. Na entrevista que publiquei em maio de 2024 com um jogador que recria o 75.º Regimento de Rangers, ele explicava-o com os seus auscultadores, que cortam os sons fortes: se lhe explode uma granada ao lado, ouve o estrondo, mas não lhe rebenta o tímpano. E recomendava usar proteção auditiva tal como usas proteção para os olhos, jogues onde jogares.
Granadas pirotécnicas de uso único em Espanha
Em Espanha não as posso usar, e é pena, porque são as de que mais gosto. A culpa, para mim, é de uma norma pensada para uns petardos de rastilho que se acendiam ao puxar uma argola, com um retardo que não se podia controlar, e que deixaram muita gente sem mãos. Num jogo com muito roleplay ou numa milsim nenhuma outra simula tanto, seja de que marca for.
A norma que se aplica é o Real Decreto 989/2015, que aprova o Reglamento de artículos pirotécnicos y cartuchería. No texto em vigor em outubro de 2026, a instrução técnica complementar número 5 proíbe vender ao público os artigos de múltiplos estampidos e os petardos de fricção («artículos de múltiple trueno» e «truenos de fricción», ponto 3.1) e os artifícios das categorias F2 e F3 de ignição manual que não se acendam com chama ou brasa (ponto 3.2). O artigo 19 do regulamento, além disso, só deixa vender ou usar os que têm marcação CE. A norma não fala de airsoft, e se uma granada de argola concreta entra ou não nessas proibições depende de como estiver certificada. Na dúvida sobre um modelo, pergunta na Intervención de Armas da Guardia Civil e, antes de o levares, ao campo.
Onde as uso é lá fora. Na milsim que joguei no México, a que mostrei em julho de 2025, atiravam-se granadas como se fossem bolas de ténis, e eu lancei facilmente umas quarenta, entre RPG e granadas de mão. Se vivesse lá, comprava pirotecnia para todos os meus jogos. Numa milsim noturna no sul de França, que contei em setembro de 2025, usavam-se granadas pirotécnicas que não eliminavam: serviam para distrair, como uma granada atordoante a sério.
Onde levar a granada no colete
As cavilhas perdem-se, e na Thunder, além disso, partem-se com facilidade. O truque que melhor me resultou aprendi-o com os instrutores de um curso de CQB, que vêm do mundo militar, e consiste em deixar a cavilha no cinto e não na granada. Atas ao cinto de primeira linha (o first line) um cordão pequeno e barato com mosquetão e prendes-lhe a cavilha da tua granada. Quando tiras a granada, a cavilha não vai com ela, e voltas a pô-la quando a recuperas. Serve para qualquer modelo.
O sítio da granada depende de quem a vai lançar. Se é para um colega, nas costas: as do meu painel traseiro tira-as quem vem atrás de mim, porque adoro jogar em equipa. A que vou lançar eu vai ao lado do coldre, onde a tiro com uma mão. Num colete barato e simples, eu punha-as no lado onde incomodam menos.
Que granada de airsoft eu compraria
- Se o teu campo admite festim: a Deton-A, pelo retardo, se a encontrares. Se quiseres levar várias e não te importares que sejam de impacto, a Kamikaze XS, que te vai durar muito.
- Se não admite, ou se queres que cada jogo te custe pouco mais do que o gás: uma de gás como a Kimera JR, carregada com gás suave. Esvazia uma divisão, que é o que faz falta.
- As de CO2, só se já as tiveres, e sem forçar a carcaça ao fechá-las.
- As de bolas grandes, como a Tornado 3, são potentes, mas pensa antes onde a vais levar.
E se ainda não tens réplica, a granada pode esperar: começa por como escolher a tua primeira réplica.
Em segunda mão, as granadas e os lança-granadas costumam estar na categoria de réplicas especiais do marketplace da Plairsoft. A Plairsoft põe comprador e vendedor em contacto, mas não vende nem intervém no pagamento, por isso pergunta pelo estado das juntas e da carcaça antes de pagar e desconfia das caseiras, porque há campos que as proíbem. Se a comprares nova e tiveres Premium, vê antes se já desbloqueaste algum dos cupões de lojas.
No dia em que fores jogar, lê também a descrição do jogo na lista de jogos da Plairsoft: um jogo com guião pode mudar as regras de sempre. O La Fundición, por exemplo, avisa na ficha que as regras valem para todos os jogos, a não ser que o guião diga outra coisa.

Aritz
Brand Ambassador da Plairsoft
O Aritz joga airsoft há anos e conta-o no seu canal de YouTube. Já jogou em Espanha, na Bélgica, no México e na Colômbia, fez cursos de CQB e de tiro com instrutores vindos do meio militar e compete nos Tactical Games. O que assina aqui sai do que testou e gravou em primeira mão.
Edição: equipa da Plairsoft




